segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Conheça a BEM de Olaria/Ramos

Como tudo começou




No dia 30 de novembro de 1949 é determinado pelo Governo Federal a instalação de bibliotecas públicas na Cidade do Rio de Janeiro, e cada biblioteca teria o nome do bairro em que estivesse localizada.

A Biblioteca de Olaria-Ramos foi criada pelas resoluções nº02 de 05/01/1945, nº 37 de 17/12/1948 e pela Lei nº 426 de 30/11/1949 e inaugurada a 25 de julho de 1952 com a denominação de Biblioteca Popular da Penha.








Ela funcionou  inicialmente em um prédio situado na Rua Uranos, 1326, onde hoje se encontra o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, em 1965 com a criação do Estado da Guanabara e suas divisões  em Regiões Administrativas, a então Biblioteca Popular da Penha passou a denominar-se Biblioteca Regional de Olaria-Ramos.







Em 1968, a Biblioteca se transferiu para a Rua Comandante Coimbra, 60 fundos, e em1972 a Biblioteca voltou a ser transferida novamente para a Rua Uranos, só que agora para o nº 1230, onde se encontra até hoje.





No ano de 1990, o prefeito da Cidade do Rio de Janeiro decreta que as Bibliotecas Populares do Município passariam a ter o nome autores consagrados da literatura brasileira, então a Biblioteca Popular Municipal de Olaria-Ramos recebeu como patrono o escritor João Ribeiro.


No ano de 2011, a Biblioteca Popular Municipal de Olaria-Ramos, através do Decreto nº 33.444/2011, passou a denominar-se Biblioteca Escolar Municipal de Olaria-Ramos – João Ribeiro, agora fazendo parte da Secretaria Municipal de Educação.




NOSSO PATRONO


João Ribeiro (J. Batista R. de Andrade Fernandes), jornalista, crítico, filólogo, historiador, pintor, tradutor, nasceu em Laranjeiras, SE, em 24 de junho de 1860, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13 de abril de 1934.

Órfão de pai muito cedo, foi residir em casa do avô, Joaquim José Ribeiro, que era um espírito liberal, admirador de Alexandre Herculano. No inquérito do Momento Literário, de João do Rio, declarou João Ribeiro atribuir a maior importância, para a formação do seu espírito a essa fase de sua vida, quando as excelentes coleções de livros do avô caíram-lhe nas mãos. Além de dedicar-se à leitura, iniciou-se na pintura e na música. Depois de ter concluído na cidade natal os primeiros estudos, transferiu-se para o Ateneu de Sergipe, em Aracaju, onde sempre se destacou como o primeiro da classe. Foi para a Bahia e matriculou-se no primeiro ano da Faculdade de Medicina de Salvador. Constatando a falta de vocação abandonou o curso e embarcou para o Rio de Janeiro. Simultaneamente continuava a estudar arquitetura, pintura e música, os vários ramos da literatura e, sobretudo filologia.

Desde 1881, dedicou-se ao jornalismo e fez-se amigo dos grandes jornalistas do momento, Quintino Bocaiúva, José do Patrocínio e Alcindo Guanabara. Ao chegar ao Rio, trazia os originais de uma coletânea de poesias, os Idílios modernos. Trabalhou, a princípio, no jornal Época (1887-1888), multiplicando-se por várias seções, sob diversos pseudônimos: Xico-Late, Y., N., Nereu. Em 1888-89 estava no Correio do Povo, com o seu "Através da Semana", onde assinava com as suas iniciais e também com o pseudônimo "Rhizophoro".

Apaixonado pelos assuntos da filologia e da história, João Ribeiro desde cedo dedicou-se ao magistério. Professor de colégios particulares desde 1881, em 1887 submeteu-se a concurso no Colégio Pedro II, para a cadeira de Português, para a qual escreveu a tese "Morfologia e colocação dos pronomes." Contudo só foi nomeado três anos depois, para a cadeira de História Universal. Foi também professor da Escola Dramática do Distrito Federal, cargo em que ainda estava em exercício quando faleceu. Escrevia então para A Semana, de Valentim de Magalhães, ao lado de Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Rodrigo Octavio, entre outros. Ali publicou os artigos que irão constituir os seus Estudos filológicos (1902).

A partir de 1895 fez inúmeras viagens à Europa, ora por motivos particulares, ora em missões oficiais. Representou o Brasil no Congresso de Propriedade Literária, reunido em Dresden, bem como na Sociedade de Geografia de Londres. Mantinha-se em contato com seus leitores brasileiros através de colaborações no Jornal do Commercio, no Dia e no Comércio de São Paulo. A última fase de atividade na imprensa foi no Jornal do Brasil, desde 1925 até a morte. Ali escreveu crônicas, ensaios e crítica.

Em 1897, ao criar-se a Academia, estava ausente do Brasil e por isso não foi incluído no quadro dos fundadores. Em 1898, de volta, ocorreu o falecimento de Luís Guimarães Júnior. A Academia o escolheu para essa primeira vaga. Foi eleito no dia 8 de agosto de 1898 (por 17 votos), tendo tido como concorrente José Vicente de Azevedo Sobrinho (nenhum voto), que mais tarde foi diretor de Secretaria da Academia. Foi recebido em 30 de novembro daquele mesmo ano, por José Veríssimo. Em 22 de dezembro de 1927 a Academia o elegeu presidente. João Ribeiro apresentou, imediatamente, sua renúncia ao cargo.

Seu sentido estético o fazia inclinado a valorizar os aspectos técnicos, estruturais e formais da obra literária, embora fosse um crítico impressionista, com tendência à tolerância e estímulo aos autores, sobretudo os novos.


BIBLIOGRAFIA: 

  • Dicionário gramatical (1889); 
  • Versos (1890); 
  • Estudos filológicos (1902); 
  • Páginas de estética, ensaios (1905); 
  • Frases feitas, filologia (1908); 
  • Compêndio de história da literatura brasileira, história literária 
  • (1909);
  • O fabordão, filologia (1910); 
  • Colméia, ensaios (1923); 
  • Cartas devolvidas (1926); 
  • Curiosidades verbais, filologia (1927)*; 
  • Floresta de exemplos, contos (1931); 
  • Goethe (1932); 
  • A língua nacional, filologia (1933); 
  • Crítica (org. Múcio Leão); 
  • Os modernos (1952); 
  • Clássicos e românticos brasileiros (1952); 
  • Poetas, Parnasianismo e Simbolismo (1957); 
  • Autores de ficção (1959);
  • Dois Estudos de Folclore *.
* Livros do patrono que a BEM possui.

              

 MUSEON

II

Helés, a formosíssima das gregas,
Róseo trecho de mármor sob escombros
Dum Panteon que as divindades cegas
Soterraram depois de tê-lo aos ombros,

Helés, um dia, sobre a praia chegas ...
Inclinam-se extensíssimos os combros
E o vento alarga em frêmitos de assombros
Da túnica do mar as verdes pregas.

E tu reinas, tu só! Debalde, vagas
Sobre outras vagas se atropelam, correm,
Uma por uma, indiferente esmagas:

Como as paixões na tua vida ocorrem,
Uma e mais outra, nas desertas plagas
Chegam e morrem, e chegam e morrem.



IV

Este vaso quem fez, por certo fê-lo
Folhas de acanto e parras imitando.
É de ver-se a asa fosca o setestrelo
De saboroso cacho alevantando.

Que desejo viria de sorvê-lo
Os gomos todos um a um sugando,
Quando, contam, dos pássaros o bando
Do céu descia prestes a bebê-lo.

Examina este vaso. N'um momento
Crê-se vê-lo a voar, o movimento
D'asa soltando, como aéreo ninho ...

 Será verdade que este vaso voa
Ou porventura à mente me atordoa
Seu capitoso odor de antigo vinho?



VIII

Foi com esta maçã d' oiro polido
Que as ambições movendo de Atalanta,
Pôde Hipomenes alcançá-la. E quanta
Vitória a essa em tudo parecida!

Ao ideal aspira! à estrela aspira! à vida
Aspira ó nada, ó turba agonizante,
Ou chores quando a terra alegre cante
— Ou cantes quando a lágrima vertida

Desça-te à boca. E bastaria, apenas,
Para galgar essas regiões serenas,
A maçã de Hipomenes, flébil, louro ...

E chegarás ao ideal e à vida, O pomo
Áureo atirando à própria estrela, como
Lá chega a l,:!z - por uma escada de ouro.



XI

Do mar e das espumas tu nasceste,
Ó forma ideal de rodas as belezas,
lnda teu corpo, mal vestindo-o, veste
Um colar de marítimas turquesas.

Milhares d'anos há que apareceste,
Outros milhares d'almas-sempre acesas
No teu amor, lá vão seguindo presas
Da rua garra olímpica e celeste.

Beijo-te a boca e sigo embevecido
Ondas sobre ondas, pelo mar afora,
Louco, arrastado qual os mais têm sido.

Ora te vendo as formas nuas, ora
Toda nua e sentir-te em meu ouvido
Do eterno som dos beijos meus sonora.


Versos (1889)


Fonte:


Atividades na BEM: 




A BEM oferece sempre a Hora do Conto, com a professora Lourilete, a querida tia Louri:









E além disso:








Estamos aguardando a sua visita!!!

Postado por: Erica Ribeiro Carneiro da Silva, bibliotecária subgerente da BEM Olaria/Ramos - João Ribeiro. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Reunião de Bibliotecários

Ontem foi realizada nossa reunião mensal de bibliotecários, no auditório da Escola de Formação do Professor Carioca - Paulo Freire.

Iniciamos com a apresentação da poesia Ao meu amigo livro da autoria da nossa bibliotecária Regiane Cristina Lopes da Silva, da Escola  Municipal França, classificada no concurso Poesia na Escola, que faz parte do Programa Rio, uma cidade de leitores, cujo objetivo é incentivar o gosto pela leitura literária entre alunos e profissionais da Secretaria Municipal de Educação.

 Após as informações gerais (blog, curso para bibliotecários elaborado por Raphaella Marques da Educopédia, participação dos bibliotecários na Bienal, Silvia Castro nas BEM, entre outros), pudemos conhecer melhor o Projeto Cineclube nas Escolas, através de sua  coordenadora Luciana Bessa, integrante da equipe da Gerência de Mídia-Educação.


Primeiro reproduzimos uma sessão cineclubista com a exibição do curta Clandestina Felicidade,  uma livre adaptação do conto Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector: 




Após o filme tivemos um pequeno debate, com questões sobre o filme e a obra de Clarice Lispector. E depois assistimos uma apresentação sobre como desenvolver o projeto, com todas as suas especificidades, nas Bibliotecas Escolares Municipais.



Foi lançado o desafio para os bibliotecários: que tal uma biblioteca cineclubista?  ;)

Para saber mais:


O Projeto Cineclube nas Escolas está sendo desenvolvido desde 2008 na Rede Municipal de Ensino, pela Gerência de Mídia-Educação e agrega 252 unidades escolares dentre escolas, bibliotecas, ginásios experimentais e núcleos de Arte.

No blog do projeto (clique aqui) você poderá saber dos cursos, notícias, do acervo e das ações das escolas da Secretaria Municipal de Educação.

Neste link aqui você poderá ler uma reportagem sobre o projeto.



Até breve, com notícias sobre o CINECLUBE nas BEM!!!



Postado por Cilene Oliveira, bibliotecária da Gerência de Mídia-Educação.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Conheça a BEM da Penha

BIBLIOTECA ESCOLAR MUNICIPAL DA PENHA

ÁLVARO MOREYRA


 2013 : “Jubileu de Coral” – 35 anos de informação, cultura e lazer.



      

HISTÓRICO

Foi criada a pedido da comunidade pelo Decreto Lei nº 1580, de 31/05/1978, do prefeito Marcos Tamoyo e inaugurada em 16 de novembro de 1978 com o nome de Biblioteca Regional da Penha.

Foi instalada numa área de 269 m², onde antes funcionava um Centro de Saúde. Era constituída inicialmente somente por uma Seção de Adultos e uma Seção Infantil, realizando os serviços de pesquisa e empréstimo de livros. Ficou subordinada à Secretaria Municipal de Educação e Cultura, de 1978 a 1986 e à Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, de 1986 a 1991.

Em 1987 a Biblioteca teve sua denominação alterada para Biblioteca Popular da Penha e em 1990 foi regulamentada a Lei que autorizava o Poder Executivo a dar o nome de escritores brasileiros falecidos às Bibliotecas Populares. Assim, passou a chamar-se Biblioteca Popular da Penha – Álvaro Moreyra, escritor que, nessa ocasião, ainda tinha familiares no bairro da Penha.


Em 1992, foi criada a Seção Louis Braille para deficientes visuais, oferecendo livros em Braille e áudio-livros (gravados em fitas cassete e, posteriormente, em CDs).

Em 18/08/1993, foi inaugurada a 1ª Cordelteca da Rede de Bibliotecas do Rio de Janeiro, composta por volantes de literatura de cordel e tendo como padrinho o cordelista Raimundo Santa Helena.

A Biblioteca sempre deu ênfase aos eventos culturais, apresentando durante todos esses anos, contação de histórias, palestras, aulas e apresentações teatrais, oficinas de arte e outros.

Em 2005, começamos as apresentações dos saraus, inicialmente itinerantes, com poetas e artistas da comunidade. O Sarau “Cultura e Poesia na Penha” foi apresentado em faculdades,   shopping center e outros espaços culturais.

Em 2007, a Biblioteca passou a chamar-se Biblioteca Popular Municipal Álvaro Moreyra – Penha.


No dia 1º de março de 2011, dezesseis bibliotecas, incluindo a da Penha, foram transferidas para a Secretaria Municipal de Educação (SME), através do Decreto 33444, assinado pelo prefeito Eduardo Paes, recebendo a nova denominação de Bibliotecas Escolares Municipais, que já tinham como finalidade principal o incentivo ao hábito de ler, principalmente entre crianças e jovens, passaram a ter “como foco prioritário de atuação o atendimento aos alunos matriculados na Rede Pública Municipal de Ensino e suas famílias”.

        A Biblioteca, além dos serviços comuns de atendimento, empréstimo e pesquisa, também apresenta bimestralmente os saraus temáticos, que são encontros poético-musicais com artistas da comunidade, para todos os públicos, além de diversas outras atividades que favorecem o gosto pela Literatura. 
 


ALVARO MOREYRA: BIOGRAFIA



       Álvaro Moreyra da Silva nasceu em Porto Alegre, em 23 de novembro de 1988. Aos 22 anos, veio para o Rio, a fim de concluir o curso de Direito. Entre 1912 e 1914, morou na Europa, conhecendo a França, a Bélgica, a Itália e a Inglaterra. De volta ao Brasil, iniciou sua carreira de jornalista, como redator em uma série de jornais, no Rio de Janeiro.






Na década de 40, atuou com sucesso nas rádios, interpretando papéis escritos por ele. Antes de 1927, fundou o teatro nacional de renovação. Dez anos depois, organizou a Companhia Dramática Brasileira.
   
                                            
Nos anos 50, Álvaro Moreyra começou a colecionar prêmios. O primeiro foi para o disco de poesias “Pregões do Rio de Janeiro”, considerado o melhor de 1958 na sua categoria.
No ano seguinte, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, no dia 13 de agosto. O escritor também foi membro da Academia Carioca de Letras e da Fundação Graça Aranha.
Álvaro Moreyra foi casado com Eugênia Moreyra, atriz, ativista política e a primeira repórter brasileira.



OBRAS DO AUTOR NA BIBLIOTECA

A Biblioteca possui os seguintes títulos do autor:
·         As amargas, não... Lembranças
·         A Cidade Mulher
·         Adão, Eva e outros membros da família
·         Circo
·         Cada um carrega seu deserto




“Andei pelas estradas, amei todas as flores, todos os pássaros,
 as árvores e a sombra das árvores, a água das fontes,
as frutas que nascem da terra. Disse bom-dia aos homens e aos bichos.
Nunca fiz mal a ninguém. (...) Sou uma espécie de santo desempregado, mas tão contente, tão agradecido, que vivo sempre dizendo
– Obrigado, meu Deus, obrigado.”

(MOREYRA, Álvaro. Cada um carrega o seu deserto. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro: Edipucrs, 1994. p. 44)







Biblioteca Escolar Municipal da Penha - Álvaro Moreyra
Rua Leopoldina Rego, 734, Telefone: 3885-8477



Postado por Ana Cristina Pinto, bibliotecária subgerente da BEM.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Conheça a BEM do Dique

O patrono




José Lins do Rego, jornalista, romancista, cronista e memorialista, nasceu no Engenho Corredor, Pilar, Paraíba, em 3 de julho de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1957. Em 15 de setembro de 1955 foi eleito para a Cadeira n. 25 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Ataulfo de Paiva.
Filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti, fez as primeiras letras no Colégio de Itabaiana, PB, no Instituto N. S. do Carmo e no Colégio Diocesano Pio X de João Pessoa. Depois estudou no Colégio Carneiro Leão e Osvaldo Cruz, em Recife. Desde esse tempo revelaram-se seus pendores literários. Passou a colaborar no Jornal do Recife. Em 1922 fundou o semanário Dom Casmurro. Formou-se em 1923 na Faculdade de Direito do Recife. Durante o curso, ampliou seus contatos com o meio literário pernambucano. Ingressou no Ministério Público como promotor em Manhuçu, MG. Em Maceió, tornou-se colaborador do Jornal de Alagoas e passou a fazer parte do grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda, Jorge de Lima, Valdemar Cavalcanti, Aloísio Branco, Carlos Paurílio e outros. Ali publicou o seu primeiro livro, Menino de engenho (1932), chave de uma obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro.
Em 1935, já nomeado fiscal do imposto de consumo, José Lins do Rego transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a residir. Integrando-se plenamente no ambiente carioca, continuou a fazer jornalismo, colaborando em vários jornais com crônicas diárias. Foi secretário geral da Confederação Brasileira de Desportos de 1942 a 1954. Revelou-se, então, por essa época, a faceta esportiva de sua personalidade, sofrendo e vivendo as paixões desencadeadas pelo futebol (Torcedor do Flamengo), o esporte de sua predileção.
O autor destacou como desejaria que a sua obra romanesca fosse dividida: Ciclo da cana-de-açúcar: Menino de engenho, Doidinho, Bangüê, Fogo morto e Usina; Ciclo do cangaço, misticismo e seca: Pedra Bonita e Cangaceiros; Obras independentes: a) com ligações nos dois ciclos: Moleque Ricardo, Pureza, Riacho Doce; b) desligadas dos ciclos: Água-mãe e Eurídice. 


Obras Publicadas:

1929 - Menino de engenho
1933 - Doidinho                                                                                                                          
1934 – Bangüê
1935 - O moleque Ricardo
1936 - Usina
1936 - História da velha Totônia
1937 - Pureza
1938 - Pedra bonita
1939 - Riacho doce
1941 - Água mãe
1942 - Gordos e magros
1943 - Fogo morto
1943 - Pedro Américo
1945 - Poesia e vida
1946 - Conferências no Prata
1947 - Eurídice
1952 - Cangaceiros
1952 - Homens, seres e coisas
1952 - Bota de sete léguas
1954 - A casa e o homem
1955 - Roteiro de Israel
1956 - Meus verdes anos
1957 - Presença do nordestino na literatura
1957 - Gregos e troianos

Crônicas:

1942 - Gordos e magros
1945 - Poesia e vida
1952 - Homens, seres e coisas
1954 - A casa e o homem
1957 - Presença do Nordeste na literatura brasileira
1958 - O vulcão e a fonte (1958)


 


Memórias:

1956 - Meus verdes anos

Literatura Infantil:

1936 - Histórias da velha Totônia

Viagem:

1951 - Bota de sete léguas
1955 - Roteiro de Israel
1957 - Gregos e troianos
 
 

Prêmios recebidos:

1932 - Prêmio da Fundação Graça Aranha, pelo romance Menino de engenho
1941 - Prêmio Felipe d’Oliveira, pelo romance Água-mãe

1947 - Prêmio Fábio Prado, pelo romance Eurídice   


Histórico da Biblioteca do Dique





           Foi inaugurada em 13 de junho de 2001 pelo Imortal Antonio Olinto no Bairro de Jardim America sob a denominação de “Biblioteca Popular do Dique – José Lins do Rêgo” em homenagem ao seu amigo e contemporâneo e também membro da Academia Brasileira de Letras.

          Passa em 28 de fevereiro de 2011, pelo Decreto nº 33.444/2011, a ser denominada “Biblioteca Escolar Municipal do Dique – Jose Lins do Rego” com o objetivo do atendimento aos alunos da rede, seus familiares e leitores em geral.







Projetos:

***OFICINAS  com a Arte Educadora CLAUDIA BRITO:



Leitura -  Criação e ilustração das histórias contadas pelas crianças;
Material reciclado - Construir  bonecos gigantes de material reciclado (Bonecos de Olinda);
Reciclarte- Reciclar latas com técnica de decupagem;
Cerâmica – Criar imagens africanas em argila a partir do acervo da BEM.
Árvore de Natal – Criar aproveitando ideias e habilidades das crianças do projeto.


Clique aqui e veja o lindo resultado da Oficina de Máscaras!


***GIBITECA: LEITURA-PRAZER

***RECREANDO E RECRIANDO A LEITURA 




Biblioteca Escolar Municipal do Dique - José Lins do Rego
Rua Tales de Carvalho, s/nº, Telefone: 3855-7095

Postado por Arlete Theresa, bibliotecária subgerente da BEM.